5 de jul. de 2010

Promotoria de Alagoas quer evitar que políticos se aproveitem de tragédia


Ministério Público também pediu toque de recolher em cidades em calamidade


O Ministério Público de Alagoas recomendou nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial do Estado que as cidades em calamidade pública tenham maior controle sobre os donativos distribuídos pelos atingidos pelas chuvas. Segundo o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, há informações não confirmadas de que políticos estão retendo comida da Defesa Civil para distribuir como uma ação eleitoreira.

– Estamos em ano eleitoral e não podemos deixar ninguém tirar proveito dessa situação. Não temos nenhuma prova de que isso esteja acontecendo, mas é melhor prevenir.

O procurador-geral afirma que, se for comprovado um crime desse tipo, o possível candidato deverá responder por crime comum, crime eleitoral e improbidade administrativa. Tavares também alerta para os gestores públicos para empregarem bem a verba governamental. Apesar da situação ser calamitosa, o “Ministério Público está atento
Foto por Lumi Zunica/R7
A madeira dos trilhos do trem que passava pela cidade de Branquinha (AL) será aproveitada para a reconstrução da cidade

para conter abusos”, disse Tavares ao R7.

Além dessa recomendação, a Promotoria sugeriu que as cidades em estado de calamidade pública adotem toque de recolher, lei seca durante a noite por 90 dias e mobilização policial 24 horas. Para Tavares, essas medidas vão evitar violência, pois quando uma pessoa comete um crime, pode acabar incitando outras pessoas a fazerem o mesmo.

A promotoria ainda pede a recomposição das matas ciliares e horários certos para a distribuição de doações para os afetados.

Até o momento, mais de 74 mil pessoas tiveram que abandonar as suas casas em Alagoas por causa dos temporais, sendo 26.618 desabrigados e 47.897 desalojados. De acordo com classificação da Defesa Civil, desabrigados são pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos, e desalojadas, aquelas que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares.


A madeira dos trilhos do trem que passava pela cidade de Branquinha (AL) será aproveitada para a reconstrução da cidade


Fonte: Portal R7

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