Defesa Civil de Joinville fará nesta segunda-feira nova visita à região
Um forte estouro e um tremor “como se fosse um soco”. Oprimeiro dos 11 tremores sentidos pelos moradores do distrito de Pirabeiraba, das 21 horas de sábado às 19h50 de domingo, durou poucos segundos, mas foi o suficiente para derrubar quadros, algumas telhas, afastar as pias do banheiro e da cozinha da parede e fazer dobrar o tamanho de uma rachadura na parede da sala.
O relato é do corretor de imóveis José Aílton Machado, 44 anos, e da mulher dele, Lenice Bruhn, que moram há 16 anos às margens da Serra Dona Francisca, no km 86 da SC-301.
Ele conta que o estrondo foi muito forte e, em um primeiro momento, achou que fosse resultado de um acidente de caminhão, que teria explodido.
— Depois, pensei que podia ser um avião que caiu ou explosão em alguma pedreira —, conta.
José chegou a ir de carro até uma pedreira para verificar se havia sido realizada alguma explosão, mas não encontrou nada. Ele lembra que após o primeiro tremor, toda a vizinhança se encontrou na rodovia.
— Foi todo mundo correndo ver o que tinha acontecido, mas ficamos todos sem respostas —, fala.
Outros dez tremores foram registrados ao longo de aproximadas 20 horas, mas com uma intensidade menor a cada novo evento. O fenômeno foi percebido por moradores da marginal da SC-301, do km 81 ao km 87.
As regiões do Quiriri e do Rio Bonito também sentiram os tremores, mas com uma proporção muito menor. A falta de explicação para o ocorrido fez com que muitos moradores criassem motivos inusitados para o ocorrido.
Na manhã de domingo, equipes da Defesa Civil sobrevoaram a região, mas não localizaram a origem dos tremores. A possibilidade de uma explosão clandestina, em alguma das pedreiras da região, foi descartada.
Apesar de ainda não confirmada, a versão oficial do órgão é de que os tremores foram causados devido à acomodação do solo e de rochas, no subsolo. Fenômeno parecido foi registrado nos últimos anos nos municípios vizinhos de Jaraguá do Sul e Corupá.
Fonte: A Notícia
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